20 de outubro de 2014

Antes dos 30, eu…

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Vocês devem ter reparado que esse não eu não fiz um post sobre o meu aniversário (que foi dia 18, yay!) esse ano. Isso tem um motivo: eu não estava tão animada assim com a chegada da data. Não porque eu ia comemorar os meus 27 anos, honestamente, não vejo tanto pavor assim em fazer aniversário e ficar mais velha, mas sim porque eu estou em uma fase bastante complicada e não vi muitos motivos para comemorar (apesar de ser sido muito bem coagida pelos melhores amigos do mundo a fazer o contrário). Esse último ano, apesar de ter momentos maravilhosos (tipo a minha viagem para a França), também me trouxe uma série de duvidas a respeito de muitas coisas.

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E claro, chegando nos 27 é impossível pensar que os 30 estão logo aí, e como tem muita coisa que eu quero fazer antes de chegar nessa idade. Por isso, e inspirada em um post que a do Fake Doll fez sobre o mesmo assunto, separei algumas coisas que eu gostaria muito (e vou tentar com todas as forças), fazer antes dos 30 anos:

1. Fazer uma nova tatuagem: a mais fácil da lista, eu acho. Tenho quatro até o momento e queria muito fechar em cinco. Até já tenho o desenho na cabeça, preciso só do investimento, se é que vocês me entendem.
2. Criar uma rotina de exercícios: que fique claro, quero isso por questões de saúde e não de estética. Tenho muita dificuldade em fazer exercícios físicos e não consigo fechar numa rotina que dure.
3. Comer melhor: como já comentei, estou nesse processo até por causa das alergias que eu descobri que tenho. Mas, ainda assim, tenho dificuldade em optar por alimentos saudáveis e sair do ciclo vicioso de ‘pão-macarrão-arroz, feijão e bife‘.
4. Fazer uma grande viagem: tenho uma alma viajante e já percebi que não posso consigo passar muito tempo sem grandes viagens. Então gostaria de tentar um outro intercâmbio antes dos 30.
5. Investir mais no budismo: e digo isso espiritualmente falando. Já tenho bastante da religião na cabeça, mas gostaria de entender e praticar melhor, como uma forma de me ajudar a melhorar (porque eu preciso).
6. Me dar uma joia de presente: acho que isso é bem clichê até, ? Mas sei lá, gosto da ideia de ter poder monetário o suficiente para me presentear dessa forma.
7. Fazer trabalho voluntário: já fiz muito isso na época da escola, mas queria bastante voltar a colocar a mão na massa e ajudar o próximo como puder.
8. Fazer um curso de especialização: seja uma pós ou um curso de extensão, quer muito voltar a estudar em um curso de longa duração para me aprofundar na área de jornalismo de moda.
9. Sair de casa: já morei sozinha algumas vezes, mas nunca em definitivo e acho que, antes de virar 30, gostaria de já estar morando sozinha. E, não, isso não significa que eu preciso comprar um apartamento/casa.
10. Não desistir da terapia: vou (finalmente) voltar para a terapia essa próxima semana e quero muito tentar me manter nela. Sei o quanto é importante, principalmente para me conhecer melhor, e que é algo que eu realmente preciso.

Isso tudo significa que os 30 anos são uma amarra e que eu não posso fazer nada disso depois dessa idade? Claro que não! Mas são só coisas que eu, particularmente, gostaria de tentar completar antes da idade, por questões pessoais mesmo. Mas isso não quer dizer que depois de completar 30 anos eu não possa fazer tudo isso de novo!

E vocês, têm alguma coisa que gostariam de compeltar antes dos 30 anos?

Maki

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19 de outubro de 2014

Ronda de Links #12

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Como vocês já sabem, tenho pensado muito ultimamente sobre uma série de coisas. Uma dessas coisas é sobre como eu tenho levado a minha vida e o rumo que ela está tomando. Curiosamente, li muito essa semana justamente sobre isso, e os links de hoje, acredito, refletem bem esse meu momento de questionamento. Porque a vida é assim, ? Um eterno questionamento sobre absolutamente tudo que envolve a nossa esfera de convivência e como nós respondemos aos diferentes acontecimentos do dia a dia…

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No Indiretas do Bem (blog que amo de paixão!), tem um post maravilhoso explicando que a vida é uma caixinha de auroras e que nós colocamos um quê de romantismo na espera pelo momento certo, e que é muito melhor a gente esperar por esse momento correndo atrás do que quer do que simplesmente sentar e esperar ele bater à nossa porta.

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No Fake Doll tem um post ótimo sobre coisas que a quer fazer antes de virar 30 anos. Confesso que usei a lista dela como inspiração para criar a minha própria!

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Você postou uma foto do look no Instagram. Isso significa que absolutamente todo mundo tem o direito de falar o que quiser (o que quiser mesmo) a respeito do seu corpo? Claro que não! No Modices, da linda da Carla Lemos, tem um texto maravilhoso falando exatamente sobre isso.

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A Jana Rosa escreveu um relato muito bacana sobre a relação que ela criou com a moda e como a saturação do tema a fez ver a área com olhos diferentes depois.

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No Bramare tem um post incrível falando sobre a importância do amor próprio antes do amor ao próximo e com direito à uma frase digna de tatuagem: Você é a cola com o poder de juntar amores inesquecíveis.

Boa semana, gente!

Maki

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17 de outubro de 2014

Conhecendo Beyoncé

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Impossível falar de mulheres que inspiram, como Emma Watson e Lauren Conrad, e deixar Beyoncé de lado, não é mesmo? A cantora é um símbolo, principalmente por conta da sua luta a favor da igualdade de gêneros, se mostrando uma verdadeira feminista!

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bey-3Beyoncé Knowles nada mais é do que a rainha do planeta Terra! Brincadeirinha, gente (se bem que na realidade é quase isso, ?). Mas a Queen B. é uma cantora mundialmente famosa, que começou a carreira no grupo Destiny’s Child (era fã). Natural de Houston, Texas, nos Estados Unidos, a cantora também já arriscou trabalhos como atriz (como em Dreamgirls), e também é produtora, dançarina e compositora. Ufa!

bey-4Quando digo que Beyoncé se mostrou uma verdadeira feminista, não é nada do tipo ‘ela falou uma vez que quer igualdade de gêneros‘ e fim. Não, muito pelo contrário. A maioria das músicas da cantora, especialmente do seu trabalho mais recente, o álbum homônimo, lançado no final do ano passado, mostram essa tendência, de que a mulher é sim tão capaz quanto o homem de fazer qualquer coisa. Algumas canções desse álbum são realmente maravilhosas e que falam justamente sobre o empoderamento feminino e os problemas causados pela ditadura da beleza.

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Aliás, no VMA desse ano, ela mostrou realmente que entrou para a causa quando cantou Flawless com a introdução da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie sobre o feminismo e ainda um telão enorme com as palavras da autora. Se alguém tinha dúvidas de que a Beyoncé é feminista, a palavra “feminismo” escrita enorme no letreiro gigante do palco comprovou.

E vai além disso também. A Beyoncé é um exemplo de empreendedora. Uma mulher que trabalha muito e trabalha duro (como vocês acham que ela fica com aquele corpo? Não é sentada na frente do computador o dia inteiro, garanto) e tem no reconhecimento um grupo de fãs incrivelmente fiéis. O tanto que ela trabalha, realmente, tem o retorno mais do que esperando. Tanto que o lançamento surpresa do último CD dela até mesmo virou caso de estudo na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Taí uma mulher que além de ser uma potência musical também sabe trabalhar muito bem a sua imagem, e isso, no mundo do empreendedorismo, é muito importante.

bey-5Beyoncé pode usar um saco de batatas que fica maravilhosa, não é mesmo? Mas curto bastante a moda dela, que tem muito da influência do street. Com aqueles pernões, não é à toa que ela adora os comprimentos mais curtos, como shorts e saias bem curtinhos e justinhos ao corpo. Amo de paixão as combinações que ela faz com shorts jeans, camiseta soltinha e coturno. Combina demais com ela e fica maravilhoso. Claro que quando ela coloca um saltão e joga um vestido de gala do corpo também não fica nada mal, ?

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Outra coisa que eu adoro na Beyoncé é que ela não medo de mudar o cabelo. Claro que ali tem bastante aplique, mas ela já mostrou o corte joãozinho, o cabelo chanel, long bob, compridão, liso, encaracolado, natural… Ela brinca mesmo como cabelo, como se fosse um acessório e isso é muito bacana. Já quando o assunto é maquiagem, os olhos são o grande destaque do make dela, sempre bem delineados ou esfumados, tudo para fazer aquele carão digno de Queen B.

Quem aí é fã dela também?

 

Maki

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Sobre o sentimento wanderlust

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Eu tenho uma alma viajante. Já cheguei a essa conclusão há muito tempo e não acredito que vá mudar de ideia sobre isso tão cedo. O mundo é tão grande, tem tanto para ver, tanto para conhecer. Como imaginar que uma simples viagem para a praia no final de semana vai satisfazer essa meu sentimento de wanderlust?

Não, claro, que eu vá recusar um bate e volta para ver o mar.

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Por definição, wanderlust (uma dessas palavras estrangeiras e maravilhosas que não tem tradução exata) significa um forte desejo de viajar, de caminhar, de ir à algum lugar. É como um desejo incontrolável de conhecer o mundo e todas as maravilhas e lições que ele tem a ensinar.

E eu sou ávida por aprender.

A sensação que eu tenho é que eu não pertenço a um só lugar, mas sim a todos eles ao mesmo tempo. Qualquer lugar pode ser minha casa, desde que meu coração esteja nele. Home is where the heart is, não é o que dizem? Hoje meu coração está na França. Amanhã tenho certeza que ele vai pedir por Índia, e o fim de semana está com cara de me trazer algo como o Japão.

A vida é muito curta para ser pequena, e o mundo é grande demais para uma vida só. Ou então grande o suficiente para entreter todos os 75 anos de média de vida de um ser humano, depende do ponto de vista.

Eu tenho uma alma saudosa. Cheia de saudade de lugares que eu ainda não vi e pessoas que não conheci. Eu tenho saudade de mim mesma e da pessoa que sou quando viajo. Extrovertida. Divertida. Curiosa. Destemida.

Tenho saudade de calcular o fuso horário antes de ligar para casa e ouvir a voz embargada de sono da minha mãe quando errava o horário sem querer. De perguntar para um local como, afinal, funciona a porcaria da máquina de compra de tickets para o metrô e onde fica o restaurante mais próximo, já que começou a chover e o mapa dissolveu com a água alguns quarteirões atrás.

Como controlar a vontade de dormir em estações de trens desconhecidas e aeroportos variados só para não perder o horário do próximo trem ou voo e economizar na estada? E como também controlar o olhar de encantamento toda vez que aquele monumento histórico aparece na minha frente? Impossível. O brilho no olhar tem vida própria.

É aquela sensação incrível que faz o peito inflar e o coração crescer umas trinta vezes, como depois de um longo dia de caminhadas com um mochilão pesado nas costas, você para em uma esquina qualquer de Amsterdã e consegue ver o pôr do sol mais maravilhoso. Você nunca vai esquecer como o céu ficou lindo, em tons de rosa, azul, liás e branco. Ou quando você se perde e encontra o restaurante escondidinho com um prato delicioso que você jura que é o melhor que já comeu na vida, e sabe que nunca mais ter a chance de encontrar aquele lugar outra vez.

Tenho saudade de sair do quarto do albergue e ter certeza de que tenho tudo à mão. Doleira, passaporte, máquina fotográfica, garrafa de água, carteira, mapa, dicionário… É como um kit sobrevivência.

Falando em saudades do kit sobrevivência… ‘Pegou o kit de costura? Remédios? Receitas traduzidas? Tá levando cachecol, né, menina? Não vai pegar uma gripe e parar no hospital em um país que você não conhece. Leva mais uma meia. E mais um casaco também, nunca se sabe. Aproveita e leva um cobertorzinho e uma troca de roupas na mala de mão, não confio em companhias áreas. Juízo. Toma cuidado. Não dá bandeira com esse passaporte, pelo amor de Deus. Se perder, já era, é a maior complicação pra conseguir outro’.

E tenho saudade também da sensação de, enfim, voltar para casa, depois de uma longa jornada. De sair do portão de desembarque e ver a família esperando do lado de lá, com cartazes bregas feitos com canetinha colorida e uma animação impossível de ser contida. Do abraço apertado depois de passar tanto tempo fora. Do ‘Até que enfim você chegou’.

 

 

Maki

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16 de outubro de 2014

Leitura da Semana: Ser Feliz é Assim, Jennifer E. Smith

Em: Cultura, Livros Tags: , , ,

Estava de bobeira umas semanas atrás na livraria quando a capa desse livro, Ser Feliz é Assim, da Jennifer E. Smith, me chamou a atenção. Não queria muito gastar dinheiro com livro naquele momento, mas ele ganhou meu coração quando eu vi na capa escrito “Mesma autora de ‘A probabilidade estatística do amor à primeira vista’“. E vocês lembram como eu gostei desse livrinho, ?

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faixa-testeSinopseApós Graham enviar, por engano, um e-mail para Ellie falando sobre seu porco de estimação Wilbur, nasce uma inesperada amizade virtual. Ele é um astro de cinema, e ela, uma menina simples que faz o possível para passar despercebida, tentando esconder um escândalo do passado. Sem nem saber o nome um do outro, eles começam uma correspondência virtual, compartilhando segredos, esperanças e medos. Quando surge a oportunidade de Graham filmar seu próximo filme na pequena cidade de Ellie, o relacionamento ganha contornos reais. Duas pessoas de mundos tão diferentes conseguirão ficar juntas?
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Apesar do meu amor por A probabilidade, não tive a mesma resposta com Ser Feliz é Assim. Confesso que o que me pegou de primeira foi a forma como o livro começa, com trocas de emails entre os personagens principais. É uma literatura bem adolescente mesmo e que me lembrou demais o livro da Giovanna Fletcher, Billy & Me.

Isso porque a história se principal se passa entre uma jovem comum de uma cidadezinha do interior e um astro do cinema em ascensão. Basicamente, a premissa da história é a mesma. A diferença é que a Ellie não tem ideia de que o Graham é O Graham Larkin dos cinemas até que eles se encontram cara a cara e ele conta a verdade para ela. Ele mudou toda a produção de um filme para poder ir para a cidade dela, rodar o longa por lá, e os dois finalmente se conhecerem.

Bonitinho, ? Também achei. Mas não sei porque tudo pareceu muito forçado na história. A Ellie é uma personagem que tem aquela característica de boa moça ao extremo, sabe? Ela não faz absolutamente nada de errado, nada que prejudique o ‘segredo‘ da sua família, até que isso cai por terra e ela joga tudo pelos ares por conta de uma vida que, na teoria, não pode viver por questões monetárias.

O Graham, aliás, é bem parecido com a Ellie nesse sentido. É um astro do cinema, mas uma pessoa completamente fechada, longe de escândalos, de tudo. Até mesmo da própria família. Mas ele, com certeza, tem aquela síndrome de príncipe encantado, que acha que precisa salvar a donzela em perigo de qualquer perigo em potencial. E, claro, ele esquece dessas ‘regras‘ que ele se impôs por conta do sentimento que tem pela Ellie.

A história em si, me prendeu bem e eu até que gostei da premissa inicial, mas acho que se perdeu em algum momento. Parecia que tinha algo faltando. Mesmo o final sendo surpreendente como foi. É bem aquela de ideia de amor de verão: será que sobe a serra? (as pessoas ainda falam isso ou assinei atestado de tia?). Acredito, de verdade, que não tinha outro jeito como isso terminar, mas acho que a história poderia, sim, ter um lado um pouco mais real e menos fantasioso, mesmo em se tratando de um astro de cinema como par romântico.

Então, digo: é uma leitura bem leve, uma ótima distração, mas que não é altamente recomendada se você tem problemas com histórias adolescentes (estou descobrindo que eu tenho alguns). Realmente, deixou a desejar quando comparado à A probabilidade.

Ficha técnica: 
Ser feliz é assim
Jennifer E. Smith
400 páginas
Editora Galera Record

Alguém já leu e curtiu?

Maki

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