23 de outubro de 2014

3 Livros de moda que estou lendo

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Eu costumo fazer sempre dois tipos de leitura: aquela mais levinha, do tipo ‘levo o livro na bolsa o tempo inteiro‘; e as mais densas, que eu deixo para fazer em casa, sempre acompanhada de um bloquinho, caneta e marca texto. Os livros de moda entram nessa segunda categoria, porque gosto de absorver bem o que estou lendo e tomar notas de temas que acho interessantes e importantes. Isso porque, às vezes, nas andanças de um lado para o outro, eu não compreendo completamente o que está sendo dito meramente pelo contexto, dependendo do tema, como acontece com as leituras mais tranquilas.

livros-de-moda

No momento, eu estou lendo três livros relacionados à moda/lifestyle que gostaria de dividir com vocês: O essencial, Mulheres francesas não fazem plástica e Vítimas da Moda? .

livros-de-moda-1Estava querendo ler esse livro há tempos, afinal, Costanza é musa, ? Considerada uma das mulheres mais elegantes do país, não é à toa que quando ela tem algo a dizer sobre moda, todo mundo para para ouvir. Mas demorei para engatar na leitura porque simplesmente não encontrava o livro para comprar de jeito nenhum, até que tive a brilhante ideia de encomendar pela internet. Estou gostando muito, porque a Costanza fala de uma coisa que eu acredito demais: a diferença entre moda e estilo. Moda é o que está na vitrine naquele momento, e estilo a gente tem, vem de dentro, sabe? E, mais do que isso, ela mostra que ter estilo não é tão difícil quanto a gente imagina, basta sempre pensar naquilo que é – dur – essencial.

livros-de-moda-2Já tinha visto esse livro quando estava lá na França, mas ele não tinha tradução em inglês ou em português ainda. Meses depois, acabei trombando com ele numa livraria aqui em São Paulo e comprei. Depois que li Madame Charme e, claro, vivi lá na França, passei a me interessar muito mais sobre o estilo de vida deles. O livro fala muito disso, mas focado no envelhecimento e como envelhecer bem é uma questão de atitude. Diferente das culturas que acreditam que aos 40 anos você já é velha, para os franceses essa noção é muito diferente, e ainda reitera que é, sim, possível envelhecer muitíssimo bem, mas é preciso querer.

livros-de-moda-3 Esse livro foi uma indicação da linda da , do Hey Cute, e eu estou amando. Guillaume Erner é um sociólogo francês que tem uma história muito próxima com a moda (é filho de dono de confecção e neto de um alfaiate), e discorre sobre a moda como um conceito, por que ela muda, por que pega, e principalmente, sobre o poder das marcas nesse marcado todo. Mas, aqui, entenda marca como um verdadeiro objeto de consumo, mais do que as próprias peças que produzem, e seus estilistas são os verdadeiros rockstars. Ele, por sua formação, questiona tudo isso, ao mesmo que mostra a evolução do mercado. É interessantíssimo!

Vocês têm alguma dica de livros bacanas para a área?

 

Maki

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22 de outubro de 2014

Carta aberta para a minha autoestima

Em: Divagações, Pessoal Tags: , ,

Querida Autoestima,

Sim, isso não é uma brincadeira, eu estou mesmo escrevendo uma carta aberta para você. Eu sei, tem muito tempo que a gente não conversa e, para ser bem sincera, por muitos anos eu nem sabia que você existia. Foi mal. Mas, sim, você sempre esteve lá, no fundinho da minha mente, esperando o momento certo para aparecer.

O problema AE - posso te chamar assim, ? somos todas amigas aqui – é que eu sofria de uma coisa muito estranha chamada Baixa Autoestima. Ainda sofro, aliás. Curioso, ? Como pode isso?

Mas é verdade. Eu achava que você não existia justamente porque a Baixa falava mais alto do que você. Me dizia – e ainda diz – que eu não fui nem nunca serei boa o suficiente, bonita o suficiente, profissional o suficiente, bem sucedida o suficiente… Ela vivia me comparando aos outros, sabe, e isso é muito chato. Cada um é cada um, não tem essa de comparação. Da forma que ela colocava, todo mundo parecia melhor do que eu.

autoestima
Falando sério AE, por muitos anos a Baixa ganhou. Eu lembro que teve um dia que meu pai me disse que eu não era inteligente, era esforçada. Lembro disso como se fosse hoje, pela manhã, antes de sair para a escola, com ele tentando fazer o meu irmão entender que ele sim tinha a inteligência necessária para grandeza. E nesse dia a Baixa me pegou de jeito e repetia para mim todos os dias que eu não era inteligente.

E a partir daí ela ganhou de mim. De qualquer resquício seu que ainda existia lá dentro da minha cabeça esforçada-mas-não-inteligente. A Baixa me dizia que eu não era capaz, e eu acreditava. Ela me disse que eu não valia o esforço, que não adiantava nem eu tentar porque não daria certo mesmo. Acredita nisso?

A Baixa brincava com a minha cabeça. Me dava esperanças de que algo ia dar certo, me deixava acreditar por um momento que eu conseguiria, que eu conquistaria todos os meus sonhos, o mundo inteiro se eu quisesse, para depois tirar o tapete rápido demais de debaixo dos meus pés e me deixar com as mãos arranhadas e o rosto dolorido da pancada.

Sabe AE, a Baixa me fez sofrer muito. Me fez chorar e sentir demais aquilo que eu não deveria sentir. Me fez perder cabelos, peso, amigos e um pouquinho de vida também. Me fez ver o mundo através de quatro paredes e me prendeu ali como se fosse uma prisão de segurança máxima, com vigias 24 horas, 7 dias por semana, me mantendo encarcerada dentro da minha própria cabeça, da minha própria miséria.

A Baixa fez com que eu me apaixonasse pelas pessoas erradas, sofresse por um amor que nunca existiu e deixasse momentos da minha vida passarem em branco, levados pelo vento numa tarde de outono, enquanto em eu me enrolava no cobertor e pensava que talvez dormir fosse melhor do que estudar, porque eu nunca tiraria 10 naquela prova mesmo.

Pior do que tudo isso, a Baixa me fez ter certeza de que eu não merecia ser amada. Nem por mim mesma. E essa, eu acho, é a maior dor que alguém pode sentir. Eu vivia encolhida, pelo cantos, como aquele personagem de desenho animado que dizia ‘Ó céus, ó vida, ó azar…’. Era isso. Eu colocava a culpa no azar.

E, verdade, a Baixa existe. Ela é real e está ali, na minha cabeça, esperando o menor dos fraquejos para tomar conta novamente. Ela é uma criação circunstancial, claro… Mas também é uma criação minha. Eu deixava ela se alimentar todos os dias de um pedaço do meu coração. Até sobrar só um espaço oco no peito, me deixando completamente desnorteada e sem saber para onde ir, o que fazer. Perdida mesmo, sabe?

Mas o que queria dizer de verdade, AE, é que eu comecei a brigar de volta. Foi preciso eu sair do país para aprender um pouquinho sobre a minha própria capacidade de grandeza. Mas eu aprendi. E se eu sofro hoje, se choro, se me sinto triste, é porque percebo que sou muito maior do que a Baixa me faz acreditar. E lutar contra ela é bem difícil também.

Eu olho no espelho e digo ‘você consegue!’, e ela rebate com um desdenhoso ‘yeah, right!’. Mas sabe o que eu percebi? Que se eu começar a mostrar a língua para o espelho logo em seguida, começa a ficar bem mais difícil de prestar atenção no que ela diz. Infantil, mas funciona.

E eu te descobri, ? Pouco a pouco, você apareceu de novo, como uma luzinha no fim do túnel (e agora a Baixa grita no meu ouvido ‘Cuidado! Pode ser um trem!‘). E cada dia que passou desde então eu aprendi um pouquinho mais sobre mim e sobre você também. E como você é importante para a minha vida funcionar melhor. Eu sei o que eu quero e você pode me ajudar a chegar lá, enquanto a Baixa só vai  - haha – me colocar para baixo, gritando com cada vez com mais fôlego que eu não vou conseguir.

Eu prometo me esforçar muito para não dar ouvidos. Mesmo que o esforço seja a minha inteligência. Prometo mesmo. E prometo também tentar conhecer cada vez mais desse seu amigo tão próximo, o Amor Próprio. Ele parece ser um cara legal e já percebi que também tem muito a me ensinar.

AE, você me desculpa? Eu sei que escrevo demais e penso demais também – o alimento preferido da Baixa, os meus pensamentos -, mas eu precisava contar tudo isso. Não queria que você se sentisse menos amada só porque cultivei uma cultura de autosabotagem que nunca me fez bem. E peço desculpas por pedir desculpas, sei que você não gosta, que você diria ‘para com isso! Bola pra frente, mulher!’, mas eu preciso, entende? Faz parte do processo de cura. Eu preciso me perdoar. E preciso perdoar a Baixa também, apesar de que prometi nunca mais conversar com ela. Aquela ali é uma aproveitadora de primeira linha. Ataca a menor sombra de dúvidas. E eu tenho muitas dúvidas ultimamente.

AE, diz que me ama? Ou melhor, diz que eu me amo? Me ensina um pouquinho mais sobre essa minha capacidade de correr atrás das coisas e tornar os meus sonhos realidade, porque eu quero muito aprender. Passei tempo demais sonhando e agora que vi o mundo real, eu quero mais. Me mostra?

Espero que não tenha problemas pedir um favor desses. Sei que é muito difícil me ensinar a me amar mais. Mas eu quero mesmo aprender e acho que isso já é meio caminho andado, não é o que dizem?

AE, sei que posso ter momentos de fraqueza vez ou outra. Não repara, ? A Baixa, sua irmã gêmea do mal, ainda me segura forte com aquelas mãozinhas maléficas. Mas eu sinto o seu aperto afrouxar um tiquinho a mais cada dia. E eu vejo a sua mão chegando mais perto, para me dar aquela segurança que eu tanto preciso para enfrentar o mundo.

Fica bem, , AE? E me espera que eu tô chegando. Manda um abraço pro Amor Próprio também, avisa que eu quero muito conhecê-lo. A gente se vê em breve.

Beijos,

Maki

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21 de outubro de 2014

Telinha: Red Band Society

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De todas as séries que estou vendo no momento, Red Band Society é a minha queridinha desta temporada. Já no primeiro episódio me emocionou (o que não é muito difícil nos últimos tempos, mas ainda assim) e ganhou o meu coração (eu digo isso para todas, não é mesmo?).

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Mas, sim, mais até do que Gotham, Red Band Society é uma série delícia de se ver e de uma sensibilidade bastante emocionante. Ela foi criada pela Fox com base em uma série catalã chamada Polseres Vermelles (e que, segundo as minhas pesquisas, é muito boa também), e conta a história de um grupo de jovens que moram em um hospital pediátrico. Cada um lida com a sua própria doença, mas todos, como um grupo, precisam aprender a continuar a viver apesar delas (profundo, não?).

Red Band tem a maravilhosa da Octavia Spencer no papel da Enfermeira Jackson, e desde o começo se vê que ela é aquela personagem durona por fora, mas muito sensível por dentro. Afinal, ela precisa manter uma certa ordem no hospital e controlar os hormônios em fúria.

Uma das coisas que eu mais gostei na trama é que, além da presença da Octavia, ela é narrada por um dos pacientes do hospital, um menininho em coma chamado Charlie, papel de Griffin Gluck, e que é como um Deus ali dentro. Ele tudo vê, tudo ouve e já até se encontrou com alguns dos outros colegas de hospital enquanto eles estavam em cirurgia.

Dave Annable é  outro rosto conhecido. Quem assistia Brothers & Sisters (eu era muito fã!) lembra dele como Justin Walker, mas, desta vez, ele interpreta o médico cirurgião Adam McAndrew, que é praticamente a única figura paterna que muitos dos pacientes têm.

Ignorando a falta de presença dos pais dessas crianças (sério, como isso é possível?), é muito legal como eles se transformam em uma pequena família. Isso fica muito claro com o personagem do Nolan Sotillo, o Jordi, que chega sozinho no hospital para tratar um caso grave de câncer e precisa pedir a emancipação, porque sua mãe é, basicamente, uma babaca.

Outra coisa que eu achei bem legal é como eles mostram a vida de uma menina anoréxica na personagem Emma, interpretada por Ciara Bravo. É impressionante o que a opinião alheia faz com a cabeça de uma pessoa e esse é um exemplo bem real.

Confesso que o piloto da série me emocionou, sim, mas ao mesmo tempo me fez pensar que talvez a vida útil dela seria bem curta. Ainda mais porque o começo é um pouco morno e parece bem corrido. Porém, conforme os episódios têm passado, estou cada vez mais apaixonada. A trama com certeza tem evoluído bem o suficiente para me prender de vez (especialmente o episódio da semana passada). Tomara que continue assim!

Fora que a trilha sonora é simplesmente maravilhosa e eu me vejo buscando as músicas no Google praticamente toda semana.

Ah, e se nenhum desses argumentos foi o suficiente, Red Band é produzida por Steven Spielberg. Pronto, convenci?

Maki

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20 de outubro de 2014

Antes dos 30, eu…

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Vocês devem ter reparado que esse não eu não fiz um post sobre o meu aniversário (que foi dia 18, yay!) esse ano. Isso tem um motivo: eu não estava tão animada assim com a chegada da data. Não porque eu ia comemorar os meus 27 anos, honestamente, não vejo tanto pavor assim em fazer aniversário e ficar mais velha, mas sim porque eu estou em uma fase bastante complicada e não vi muitos motivos para comemorar (apesar de ser sido muito bem coagida pelos melhores amigos do mundo a fazer o contrário). Esse último ano, apesar de ter momentos maravilhosos (tipo a minha viagem para a França), também me trouxe uma série de duvidas a respeito de muitas coisas.

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E claro, chegando nos 27 é impossível pensar que os 30 estão logo aí, e como tem muita coisa que eu quero fazer antes de chegar nessa idade. Por isso, e inspirada em um post que a do Fake Doll fez sobre o mesmo assunto, separei algumas coisas que eu gostaria muito (e vou tentar com todas as forças), fazer antes dos 30 anos:

1. Fazer uma nova tatuagem: a mais fácil da lista, eu acho. Tenho quatro até o momento e queria muito fechar em cinco. Até já tenho o desenho na cabeça, preciso só do investimento, se é que vocês me entendem.
2. Criar uma rotina de exercícios: que fique claro, quero isso por questões de saúde e não de estética. Tenho muita dificuldade em fazer exercícios físicos e não consigo fechar numa rotina que dure.
3. Comer melhor: como já comentei, estou nesse processo até por causa das alergias que eu descobri que tenho. Mas, ainda assim, tenho dificuldade em optar por alimentos saudáveis e sair do ciclo vicioso de ‘pão-macarrão-arroz, feijão e bife‘.
4. Fazer uma grande viagem: tenho uma alma viajante e já percebi que não posso consigo passar muito tempo sem grandes viagens. Então gostaria de tentar um outro intercâmbio antes dos 30.
5. Investir mais no budismo: e digo isso espiritualmente falando. Já tenho bastante da religião na cabeça, mas gostaria de entender e praticar melhor, como uma forma de me ajudar a melhorar (porque eu preciso).
6. Me dar uma joia de presente: acho que isso é bem clichê até, ? Mas sei lá, gosto da ideia de ter poder monetário o suficiente para me presentear dessa forma.
7. Fazer trabalho voluntário: já fiz muito isso na época da escola, mas queria bastante voltar a colocar a mão na massa e ajudar o próximo como puder.
8. Fazer um curso de especialização: seja uma pós ou um curso de extensão, quer muito voltar a estudar em um curso de longa duração para me aprofundar na área de jornalismo de moda.
9. Sair de casa: já morei sozinha algumas vezes, mas nunca em definitivo e acho que, antes de virar 30, gostaria de já estar morando sozinha. E, não, isso não significa que eu preciso comprar um apartamento/casa.
10. Não desistir da terapia: vou (finalmente) voltar para a terapia essa próxima semana e quero muito tentar me manter nela. Sei o quanto é importante, principalmente para me conhecer melhor, e que é algo que eu realmente preciso.

Isso tudo significa que os 30 anos são uma amarra e que eu não posso fazer nada disso depois dessa idade? Claro que não! Mas são só coisas que eu, particularmente, gostaria de tentar completar antes da idade, por questões pessoais mesmo. Mas isso não quer dizer que depois de completar 30 anos eu não possa fazer tudo isso de novo!

E vocês, têm alguma coisa que gostariam de compeltar antes dos 30 anos?

Maki

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19 de outubro de 2014

Ronda de Links #12

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Como vocês já sabem, tenho pensado muito ultimamente sobre uma série de coisas. Uma dessas coisas é sobre como eu tenho levado a minha vida e o rumo que ela está tomando. Curiosamente, li muito essa semana justamente sobre isso, e os links de hoje, acredito, refletem bem esse meu momento de questionamento. Porque a vida é assim, ? Um eterno questionamento sobre absolutamente tudo que envolve a nossa esfera de convivência e como nós respondemos aos diferentes acontecimentos do dia a dia…

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No Indiretas do Bem (blog que amo de paixão!), tem um post maravilhoso explicando que a vida é uma caixinha de auroras e que nós colocamos um quê de romantismo na espera pelo momento certo, e que é muito melhor a gente esperar por esse momento correndo atrás do que quer do que simplesmente sentar e esperar ele bater à nossa porta.

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No Fake Doll tem um post ótimo sobre coisas que a quer fazer antes de virar 30 anos. Confesso que usei a lista dela como inspiração para criar a minha própria!

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Você postou uma foto do look no Instagram. Isso significa que absolutamente todo mundo tem o direito de falar o que quiser (o que quiser mesmo) a respeito do seu corpo? Claro que não! No Modices, da linda da Carla Lemos, tem um texto maravilhoso falando exatamente sobre isso.

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A Jana Rosa escreveu um relato muito bacana sobre a relação que ela criou com a moda e como a saturação do tema a fez ver a área com olhos diferentes depois.

domingo-5
No Bramare tem um post incrível falando sobre a importância do amor próprio antes do amor ao próximo e com direito à uma frase digna de tatuagem: Você é a cola com o poder de juntar amores inesquecíveis.

Boa semana, gente!

Maki

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